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Showing posts from July, 2018

Apresentação

O presente blog constitui a parte final da disciplina de Ensino de História Teoria e Prática, do 1º semestre de 2018. Através dele nós, os estudantes Cândida Capello Guariba (No USP 7164948), Flávio Magalhães Piotto Santos (No USP 4386700), Isabel Penz Pauletti (No USP 4366260), Lucas Oliveira Marcílio Henriques dos Santos (No USP 8981688), Renato Ehlers Rodrigues (No USP 9015851) e Stephanie Maria Strobel Cardoso (No USP 7198435), temos como objetivo relatar a nossa experiência de estágio realizada no CIEJA Campo Limpo, bem como explicitar percepções do corpo estudantil a respeito da dinâmica inovadora com a qual funciona a escola.

Escola

"Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção" (Paulo Freire - "Pedagogia da Autonomia")           O presente trabalho baseou-se na experiência de estágio no Centro Integrado de Educação de Jovens Adultos (CIEJA) de Campo Limpo. Visitamos a escola em duas ocasiões - nas noites de 3 de maio e 18 de junho de 2018. Lá, falamos com a Êda Luiz, diretora do Centro, e também com alguns professores e alunos, para poder ter uma visão um pouco mais aprofundada tanto da história da escola como da experiência de ensinar e aprender nesse espaço - tido como referência na educação de jovens e adultos. Primeiro, precisamos entender o porquê desta afirmação: o que faz do CIEJA Campo Limpo referência? O que ele tem de singular? Para responder essas primeiras perguntas, a conversa com Êda foi essencial. Ela nos contou do caminho que foi transformar uma escola "tradicional" em u...

Visita

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Entrada do CIEJA. Foto do blog da escola: http://blogdociejacampolimpo.blogspot.com/ Entramos no CIEJA em uma quinta-feira a noite, a entrada na escola já anunciou um clima agradável e diferente do que esperávamos: muita movimentação de alunos e o jantar sendo servido - em "pratos de verdade", característica que Êda ressaltou em sua narrativa. Fizemos um pequeno tour pela escola, visitamos algumas salas de aula (inclusive a sala dos deficientes auditivos) e, depois de conversar com a diretora e alguns professores na sala dos professores - organizada em roda - tivemos a sorte de assistir a algumas das apresentações de finalização do ciclo de aprendizagem. Registro fotográfico da apresentação de finalização do ciclo (3 de maio de 2018) As apresentações tratavam desde o alcoolismo como disparador da violência contra mulher (Ciências Humanas), aos efeitos da sub-exposição ao sol (Linguagens e Códigos) e até por questões éticas envolvendo uma operação nos olhos (Ar...

Nossas impressões

Encontramos no Cieja uma escola com muitíssimos pontos positivos, mas talvez o maior deles seja a aparente mudança que faz na vida de seus alunos - perceptível pelas conversas tanto com a diretora como com os próprios alunos. Percebe-se um ambiente acolhedor e que luta por mudanças no ensino, pelos direitos de um ensino público, democrático e de qualidade. Ficamos, contudo, com uma dúvida que pairou sobre todos do grupo: será que essa escola só é possível quando gerida pela Êda? Há um discurso que beira o messiânico na figura de Dona Êda, que, de fato, tanto lutou pessoalmente para construir esse espaço do qual é diretora. Êda enfrentou a polícia, brigou burocraticamente por uma série de melhorias, bateu na porta de quem precisava bater, ajudou jovens com os jeitinhos que podia dar. O Cieja respira acolhimento, mas o quanto disso é a figura da Êda? O quanto dessa escola seguirá assim depois que Êda sair? Creio que esse é um questionamento que ainda não tem respostas, afinal, Êda...