Nossas impressões
Encontramos no Cieja uma escola com muitíssimos pontos positivos, mas talvez o maior deles seja a aparente mudança que faz na vida de seus alunos - perceptível pelas conversas tanto com a diretora como com os próprios alunos. Percebe-se um ambiente acolhedor e que luta por mudanças no ensino, pelos direitos de um ensino público, democrático e de qualidade.
Ficamos, contudo, com uma dúvida que pairou sobre todos do grupo: será que essa escola só é possível quando gerida pela Êda? Há um discurso que beira o messiânico na figura de Dona Êda, que, de fato, tanto lutou pessoalmente para construir esse espaço do qual é diretora. Êda enfrentou a polícia, brigou burocraticamente por uma série de melhorias, bateu na porta de quem precisava bater, ajudou jovens com os jeitinhos que podia dar. O Cieja respira acolhimento, mas o quanto disso é a figura da Êda? O quanto dessa escola seguirá assim depois que Êda sair?
Creio que esse é um questionamento que ainda não tem respostas, afinal, Êda ainda não se aposentou, e segue administrando o Cieja com seu jeito de ser. É uma questão que iremos observar daqui alguns anos - esperançosos de que, mesmo sem sua diretora - o Cieja siga a escola que conhecemos.
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